Folha de s Paulo – Abril 2014

Apesar de garantirem que o segurança que vistoria os carros, geralmente desarmado, está preparado para agir caso encontre um criminoso escondido, empresas dizem que o objetivo não é surpreender um possível ladrão. ‘Se o ladrão sabe que há segurança, ele não entra. Quero mostrar que o morador não é alvo interessante’, diz Niv Yossef, gerente de segurança do grupo GR. ‘O marginal vai onde tem facilidade’, afirma José Antonio Caetano, diretor comercial da Haganá.

O capitão da Polícia Militar José Elias de Godoy autor de dois livros sobre segurança em condomínios, discorda. ‘No assalto pontual, o bandido quer a maior facilidade para entrar e para sair. Mas a quadrilha organizada vai tentar burlar o sistema.

Códigos Secretos

Silvia Santelena, diretora administrativa do Grupo Light, que cuida de condomínios, diz que prédios usam até códigos entre moradores e seguranças. ‘Em um condomínio nos Jardins, caso os moradores sejam rendidos por assaltantes e eles tentem entrar escondido no porta-malas, o morador ao abrir o vidro, dá duas piscadas para o controlador de acesso’.

Há também a chamada vaga do ladrão. Quando um morador é rendido, em vez de parar na sua vaga, ele para no espaço reservado. Assim, sem alarde, o porteiro é alertado.

Para Viviane Cubas, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, situações como a revista podem indicar que as pessoas se sujeitam a tudo para se livrar da violência.

‘Isso pode até melhorar a sensação de segurança deles, mas não tem impacto nenhuma na segurança pública.’

-Os moradores que precisam confiar as chaves do apartamento a funcionários do prédio devem evitar disponibilizar acesso a todos os cômodos do apartamento

-A entrada de pessoas no condomínio só deve ser permitida e após autorização do morador; a regra serve também para prestadores de serviços que devem estar identificados – A contratação de funcionários deve ser precedida de pesquisa sobre os candidatos, seus antecedentes e a verificação das cartas de referência.